Premio Franco Volpi

Premio Internacional Franco Volpi (2015) para Zeljko Loparic y Ernildo Jacob Stein

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

La Sociedad Iberoamericana de Estudios Heideggerianos (SIEH), en el marco de su III Congreso Internacional: "Há uma medida sobre a Terra?" organizado el año 2015 por la PUC-Rio, hizo entrega del III Premio Internacional Franco Volpi, a los Profesores Zeljko Loparic (PUCPR, Unicamp) y Ernildo Jacob Stein (CNPq), en agradecimiento por sus destacadísimas trayectorias filosóficas dedicadas al pensamiento de Martin Heidegger. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Zeljko Loparic (PUCPR, Unicamp): Iniciou seu contato com a obra de Heidegger ainda estudante em Louvain (Leuven), lendo Ser e tempo. A pergunta pelo sentido da presença do que quer que seja, sentido não redutível ao das coisas do mundo externo, atingiu-o como um raio e reconfigurou definitivamente o campo de seus interesses filosóficos. A dissertação de mestrado, “Heidegger et Hegel: analyses préliminaires pour une étude comparative”, de 1965, orientada por Alphonse De Waelhens, foi sua primeira tentativa de explorar o contraste entre a filosofia concebida como história da auto-manifestação do Espírito absoluto e a filosofia como história do auto-ocultamento do Ser. No semestre de 1966/67, teve o privilégio de assistir ao seminário sobre Heráclito que Heidegger deu em Freiburg com Fink. Além de lhe proporcionar uma experiência pessoal extraordinária de contato com um dos maiores pensadores de todos os tempos, esse seminário reforçou a determinação de se dedicar ao estudo exaustivo da preocupação central de Heidegger: a história do retraimento do ser e do abandono do ente pelo ser. Deu-se como objetivo reconstituir os quadros sucessivos em que Heidegger tentou ultrapassar a metafísica, Hegel em especial, e preparar um modo de pensar decididamente pós-metafísico. Com esse propósito, estudou: 1) a estrutura do Dasein e o horizonte do tempo originário do Dasein como ponto de referência da "desconstrução" do ser compreendido metafisicamente como entitude do ente; 2) os motivos do abandono, por parte de Heidegger, desse primeiro quadro de desconstrução; 3) a doutrina heideggeriana da acontecência (Geschehen) do ser, depositada na história da metafísica; 4) a concepção heideggeriana da fase terminal da metafísica, explicitada por Nietzsche; 5) a doutrina heideggeriana da técnica como expressão acabada da fase terminal da metafísica em que acontece a submissão do ente no seu todo à condição de calculabilidade, isto é, à matemática; 6) a busca heideggeriana de uma verdade do ser a partir da qual se possa desconstruir a acontecência do ser que constitui a metafísica, e repensar o ser de maneira pós-metafísica como presença doada; 7) a abertura para um pensamento não baseado em considerações sobre a entitude do ente; 8) a relação entre o pensamento pós-metafísico, a arte e a poesia; 9) a pluralidade das linguagens e o tempo.


Com o passar dos anos, desenvolveu uma postura abertamente crítica em relação à história filosófica da filosofia ocidental concebida por Heidegger como história do ser. Acabou se convencendo de que a ciência e a técnica não são frutos do esquecimento do ser, iniciado pela insistência da metafísica sobre a entitude do ente em detrimento da pergunta pela verdade (desocultamento) do ser ele próprio, pergunta que teria sido pressentida, mas não desenvolvida, pelos pré-socráticos privilegiados por Heidegger. Motivada por problemas específicos factuais, a ciência surgiu como matematização, isto é, construção intelectual de fenômenos observados visando garantir sua calculabilidade, e obteve resultados sofisticados na Babilônia e no Egito, séculos antes dos pré-socráticos gregos e da metafísica do tipo grego. E, mesmo na Grécia, o pitagorismo, versão grega da matematização de fenômenos, precedeu no tempo tanto os pré-socráticos heideggerianos como o discurso metafísico, em particular o de Aristóteles, fonte de inspiração original de Heidegger. O “além da física” aristotélico revelava-se para ele, cada vez mais, uma reação – em nome do acesso direto, intuitivo, maravilhado, à essência das coisas – contra a ciência pitagórica, que só reconhecia acesso indireto, calculador, codificado, reação que, aliás, bloqueou durante séculos o progresso da ciência e que só foi vencida no século XVII. De fato, nem Galileu nem Descartes, tampouco em particular Kant, todos críticos decididos da metafísica de Aristóteles, encaixam-se no esquema heideggeriano. Para Loparic, o pitagorismo permanece a espinha dorsal da ciência de hoje. Um segundo grupo de temas heideggerianos que passou a ocupá-lo de modo crescente a partir de publicação de Heidegger réu (1990) girava em torno do conceito de cuidado para com o existir do outro, em particular, a dimensão ética do cuidado. Neste campo Loparic constatou ser possível definir, com base em Heidegger, uma ética filosófica do cuidado essencialmente distinta da ética do agir com base em leis ou fórmulas do tipo kantiano. Concluiu que, assim como o ser, o dever se diz de múltiplas maneiras, e que, em certo sentido, o dever cuidar não é calculável. Mais recentemente ainda, descobriu que existiam éticas do cuidado concebidas em bases ônticas, como a elaborada por Winnicott na sua teoria do amadurecimento emocional e pessoal, o que lhe permitiu aumentar, em comparação com Ser e tempo, o campo de fenômenos factuais, exclusivamente antropológicos, filosoficamente relevantes.  Encontrou, assim, uma área do filosofar que não admite os recursos do cálculo e que só pode ser explorada por meios diretos e experienciais, isto é, pelos relacionamentos humanos. Dessa forma, resgatou a pergunta de Heidegger pelo ser, pelo sentido da presença, embora em termos que apenas parcialmente eram compatíveis com os dele. Mais recentemente, desenvolveu estudos sobre o que lhe parece permanecer vivo das teses de Heidegger a respeito da antropologia tanto filosófica como factual, com o objetivo de elaborar 1) uma base antropológica para a psicanálise contemporânea, em particular a de Winnicott, em substituição à base psicológica, e 2) uma concepção geral da filosofia na chave antropológica, que retoma a virada antropológica na ciência e na filosofia já iniciada declaradamente por Kant.

LISTA DAS PRINCIPAIS PUBLICAÇÕES

 LIVROS

  1. Heidegger réu. Um ensaio sobre a periculosidade da filosofia. Campinas: Papirus, 1990.

  2. Ética e finitude. São Paulo: Educ, 1995.

  3. Sobre a responsabilidade. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2003.

  4. . Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2004.

ARTIGOS

  1. “A fenomenologia do agir em ”. , v. 6, n. 2, pp. 149-80, 1982.

  2. “Heidegger e a questão da culpa moral”. , 25/03/1989.

  3. “Heidegger e a filosofia da finitude”. Filosofia, v. 17, n.1, 1991.

  4. “Ética e finitude”. In Nunes, Benedito (org.): , pp. 37-122. Belém do Pará: Editora da UFPa, 1994.

  5. “Winnicott e Heidegger: primeiras aproximações”. , v. 1, pp. 245-54. Porto Alegre: Grupo de Estudos Psicanalíticos de Pelotas, 1994.

  6. “Heidegger, um pensador ético?”. In Gutiérrez, Carlos B. (org.): Del XIII Congresso Interamericano de Filosofia. Bogotá: Sociedade Interamericana de Filosofia, 1995.

  7. “Winnicott e Heidegger: afinidades”. janeiro, pp. 53-60. São Paulo: Pulsional, 1995.

  8. “O fim da metafísica em Carnap e Heidegger”. In De Boni, Luís Alberto (org.): Festschrift em homenagem a Ernildo Stein, pp. 782- 803. Petrópolis: Vozes, 1996.

  9. “O ponto cego do olhar fenomenológico”. , v. 1, n. 10, pp. 127-149, 1996.

  10. “Heidegger e a pergunta pela técnica”. Filosofia da Ciência, série 3, v. 6, n. 2, pp. 107-138, 1996.

  11.  “Michel Haar: ”. Manuscrito, v. 20, n. 1, pp. 121-134, 1997.

  12. “Hans Sluga: Germany”. Manuscrito, v. 20, n. 1, pp. 135-144, 1997.

  13. “Origem e sentido da responsabilidade em Heidegger”. , v. 40, n. 1, pp. 201-220, 1999.

  14. “Heidegger’s Project of a Hermeneutic Anthropology”. Memórias del XIV Congreso Intermericano de Filosofia, Puebla ‘99. Cidade de México: Associación Filosófica Mexicana (em CD-Rom), agosto de 1999.

  15. “Heidegger and Winnicott”. , v. 1, n. 1, pp. 103-135, 1999.

  16. “Ética da finitude”. In Araujo de Oliveira, Manfredo .: Problemas da Ética. Rio de Janeiro: Vozes, pp. 6-77, 1999.

  17. “Alguns escritos recentes sobre a ética em Heidegger”. Natureza humana, v. 1, n. 2, pp. 447-455, 1999.

  18. “Sobre a ética em Heidegger e Wittgenstein”. , v. 2, n. 1, pp. 129-144, 2000.

  19. “Ética originária e práxis racionalizada”. , abril, pp. 141-228, 2001.

  20. “Sobre a aniquilação da coisa”. Revista , março, pp. 50-54, 2001.

  21. “Além do inconsciente – sobre a desconstrução heideggeriana da psicanálise”. , v. 3, n. 1, pp. 91-140, 2001.

  22. “Breve nota sobre Heidegger como leitor de Jünger”. humana, v. 4, n. 1, pp. 217-20, 2002.

  23. “Binswanger, leitor de Heidegger: um equívoco produtivo?”. Natureza humana, v. 4, n. 2, pp. 383-413, 2002.

  24. “A linguagem objetificante de Kant e a linguagem não-objetificante em Heidegger”. III Colóquio do Círculo Latino-Americano de Fenomenologia (CLAFEN), Lima (Peru), CD-ROM, 12-16/01/2004.

  25. “Da representação das coisas às coisas elas mesmas”. Representaciones, v. 1, n. 1, pp. 37-58, 2005.

  26. “A fabricação dos humanos”. , v. 28, n. 2, pp. 391-415. em homenagem a Ítala M. Loffredo D´Ottaviano, 2005.

  27. “Objetificação e intolerância”. , v. 9. n. 1, pp. 51-95, 2007.

  28. “Introduction”. In Loparic, Zeljko (orgs.): Phenomenolgy 2005, v. 2. Bucareste: Zeta Books, www.zetabooks.com, pp. 13-31, 2007.

  29. “Heidegger on Anthropology”. In Loparic, Zeljko . (orgs.): Phenomenolgy 2005, v. 2. Bucareste: Zeta Books, www.zetabooks.com, pp. 271-302, 2007.

  30. “Origem em Heidegger e Winnicott”. , série 2, v. 2, n. 1, 2009.

  31. “Os desafios da biotecnologia e os limites da hermenêutica heideggeriana”. In Timm de Souza, Ricardo et al. (orgs.): Fenomenologia hoje III – Bioética, Biotecnologia, Biopolítica. Porto Alegre: EDIPUCRS, pp. 669-686, 2008.

  32. “A metafísica e o processo de objetificação”. , v. 10, n. 2
    pp. 9-44, 2008.

  33. “Metafísica e técnica em Heidegger”. In Loparic, Z. (org.): Escola de Kyoto e o perigo da técnica, pp. 207-244. São Paulo: DWW editorial, 2009.

  34. “Fundamentos da existência”. In de Almeida, Jorge e Bader, Wolfgang (orgs.): Pensamento alemão no século XX – Grandes protagonistas e recepção das obras no Brasil, v. I. São Paulo: Instituto Goethe, pp. 97-119, 2009.

  35. “Ultrapassamento ou integração da técnica?”. In , pp. 11-39. Rio de Janeiro: Via Verita, 2013.

 

 

 

Ernildo Jacob Stein (Bolsista PQ 1C/CNPq): Graduou-se em Filosofia (1964) e em Direito (1965) pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Desde cedo foi iniciado na filosofia grega e medieval e nos estudos clássicos do idealismo alemão; teve forte influência da leitura transcendental da filosofia escolástica (Lotz, Rahner, Coreth, e os pioneiros Lonergan e Maréchal); acompanhou por longos anos o pensamento francês do século 20, sobretudo do Institut Catholique e do tomismo de vertente francesa; teve influência de Sartre, Merleau-Ponty, de Waelhens, Ricoeur e Maldiney. Em 1965 e 1966 estudou em Freiburg im Breisgau com Werner Marx e Eugen Fink, tendo contatos esporádicos com Martin Heidegger e o círculo de seus discípulos já docentes, em vista de seu Doutorado que concluiu no Brasil. Defendeu na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1968) a tese de Livre-Docência Compreensão e Finitude - Estrutura e Movimento da Interrogação Heideggeriana, em virtude da qual lhe foi atribuído o título de doutor segundo lei vigente.

Aposentado compulsoriamente pelo Ato Institucional N° 5 em 1969, exerceu a docência na Universidade de Erlangen-Nürnberg de 1969 a 1972, tendo sido reintegrado à Universidade Federal do Rio Grande do Sul Universidade em 1981. Durante os anos de 1969 a 1975 conviveu assiduamente com os professores da Escola de Frankfurt e da Escola de Erlangen, acompanhando a polêmica entre a Escola da Teoria Crítica e a Escola de Freiburg im Breisgau, sobretudo o confronto entre Hermenêutica e Dialética, onde despontavam Gadamer e Habermas. Foi bolsista do DAAD em estágios de Pós Doutorado: Wüppertal (1999 – 2000), Münster (1994 – 1995), Frankfurt am Main (1991 – 1992), Freiburg am Breisgau (1989 – 1990, Heidelberg (1980 – 1981). O fato de ter estudado psicologia (sem concluir) levou-o à psicanálise sobretudo nas correntes Freudianas, depois Binswanger e Boss, e afinal na Escola Lacaniana.

Aposentou-se como Professor Titular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, assumindo a seguir o cargo de Professor Titular na Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, da qual se aposentou no final de 2015. Foi pesquisador 1A do CNPq durante muitos anos, atuando nas agências de fomento à pesquisa e de formação de recursos humanos no Brasil (CNPq e CAPES).

Ernildo Stein orientou 57 dissertações de Mestrado e 27 teses de Doutorado. Como escritor, publicou mais de 20 livros e dezenas de artigos especializados. Uma das suas mais importantes contribuições para a Filosofia e a Fenomenologia no Brasil foram as traduções de diversos ensaios de Heidegger, por exemplo: Que é Isto – A Filosofia, Que é Metafísica? O Fim da Filosofia e a Tarefa do Pensamento, Sobre a Essência do Fundamento, Sobre a Essência da Verdade, Carta sobre o Humanismo, Sobre a Questão do Ser, Identidade e Diferença, Hegel e os Gregos, A Determinação do Ser do Ente segundo Leibniz, A Tese de Kant sobre o Ser, Tempo e Ser, Meu Caminhos para a Fenomenologia, etc.

Em 1991, fundou o Centro de Estudos Integrados: Fenomenologia e Hermenêutica, congregando pesquisadores e estudantes de pós-graduação em Filosofia. O Centro foi um projeto pioneiro, estruturado em linhas de pesquisa que integravam os temas da pragmática transcendental e universal (Apel e Habermas) e da semântica formal (Tugendhat) com as questões históricas e conceituais da fenomenologia hermenêutica. Atualmente coordena o Grupo de Pesquisa Hermenêutica e Linguagem. Participou regularmente das atividades do GT-Heidegger, da Associação Nacional de Pós-graduação em Filosofia, e foi um dos principais colaboradores do Colóquio Heidegger, evento anual criado por Zeljko Loparic em 1995. Foi fundador e presidente da Sociedade Brasileira de Fenomenologia.

O seu livro Órfãos de Utopia foi contemplado com o Prêmio Açorianos de Literatura, concedido pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre (1994), tendo sido publicado na Alemanha em 1997. Ernildo Stein também recebeu o Prêmio Henrique Bertaso, outorgado pela Câmara Rio-Grandense do Livro, Clube dos Editores do RS e a Associação Gaúcha dos Escritores (1994). Em 2001 lhe foi outorgado o Prêmio Pesquisador Gaúcho da Fundação de Amparo à Pesquisa do Rio Grande do Sul. Por ocasião de seus 60 anos. Ernildo Stein foi homenageado com o livro Finitude e Transcendência Festschrift em Homenagem a Ernildo (Editora Vozes, 1996). Homenagem da mesma natureza lhe foi prestada quando do cumprimento dos seus 70 anos, com a publicação de Hermenêutica e Filosofia Primeira: Festschrift para Ernildo Stein (Editora da Unijuí, 2006). Para celebrar os 80 de vida de Ernildo Stein foi publicado o livro Festschrift [um tributo a Ernildo Stein]. Viveu às voltas com a metafísica e a fenomenologia (Editora Unisinos, 2016). Como reconhecimento de sua obra e da contribuição do seu trabalho de formação e pesquisa sobre a filosofia de Heidegger, em 2015 a Sociedade Iberoamericana de Estudos Heideggerianos concedeu a Ernildo Stein o Prêmio Franco Volpi.

De incansável motivação para a inovação filosófica, aliada a um especial tato para a importância da tradição filosófica, Ernildo Stein é um dos fundadores dos Estudos Heidegger no Brasil. Uma contribuição importante do seu trabalho reside na análise e interpretação das fontes textuais disponíveis na Gesamtausgabe. Stein foi um dos primeiros autores no Brasil a reconhecer a nova situação hermenêutica aberta com a publicação da Obra de Heidegger. Contudo, a sua investigação não se limita a um trabalho de reconstrução e interpretação da obra de Heidegger. Insistindo desde cedo na mudança de paradigma operada pela analítica existencial e pela transformação hermenêutica da filosofia, Stein trabalhou na direção da análise e exposição de uma racionalidade hermenêutica. Este compromisso revela-se, de um lado, na ênfase nas ferramentas metodológicas de análise e interpretação e, de outro, no reconhecimento da historicidade de toda problema filosófico e, portanto, da fecundidade das grandes questões da tradição. Com uma subjetividade forte ele imprimiu um selo de agudez crítica, exigência de rigor e de verdade pessoal nas gerações de professores e estudantes que hoje se dedicam ao pensamento de Heidegger e à Filosofia no Brasil.

Entre as publicações de Ernildo Stein, destacam-se os seguintes livros:

Às voltas com a Metafísica e a Fenomenologia (2014).

Analítica Existencial e Psicanálise: Freud, Binswanger, Lacan, Boss (2012).

Inovação na filosofia (2011).

Pensar e Errar - Um ajuste com Heidegger (2011).

Antropologia Filosófica - Questões Epistemológicas (2009).

Diferença e metafísica - Ensaios sobre a desconstrução (2008).

Sobre a verdade (2006).

Mundo Vivido: das vicissitudes e dos usos de um conceito da fenomenologia (2004).

Exercícios de Fenomenologia - limites de um paradigma (2004).

Nas proximidades da antropologia (2003).

Pensar é pensar a diferença: filosofia e conhecimento empírico (2002).

Diferença e metafísica (2000).

Waisenkinder der Utopie. Die Melancholie der Linken (1997).

A caminho de uma fundamentação pós-metafísica (1997).

Aproximações sobre hermenêutica (1996).

Órfãos de utopia: a melancolia da esquerda (1993).

Seminário sobre a verdade (1993).

Epistemologia e crítica da modernidade (1991).

Racionalidade e existência: Uma introdução à filosofia (1988).

Seis estudos sobre ‘Ser e Tempo’ (1988).

Crítica da ideologia e racionalidade (1987).

Paradoxos da racionalidade (1987).

A instauração do sentido (1977).

Melancolia. (1976).

A Questão do método na filosofia (1973).

História e ideologia. 1972.

O transcendental e o problema de Deus em Martin Heidegger. 1966.

Introdução ao pensamento de M. Heidegger (1966).

 

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